Conceitos
Este capítulo é complexo pois procura promover a inter-relação entre o orçamento, o planejamento e o controle de execução de estruturas.
Esses três elementos devem ser abordados com o mesmo nível de informações, com uma integração grande entre as equipes que os executam, e concomitantemente. Podemos, simplificadamente, caracterizar esses instrumentos da seguinte forma:
Orçamento
Tentativa de estimar o custo real. Instrumento balizador, para evitar que as decisões de caráter tecnológico fiquem mascaradas por uma decisão orientada pela ênfase na comparação de custos.
Planejamento
Instrumento que visa ordenar o emprego dos recursos físicos (materiais, equipamentos e mão de obra), de forma coerente com o fluxo de recursos financeiros e com os próprios compromissos do empreendimento frente a seus clientes.
Controle
Instrumento de aferição dos anteriores, cuja função é monitorar e acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos. É fundamental para inferir e projetar resultados futuros e, eventualmente, alertar para mudanças de curso. Essas três ferramentas devem ter, em comum, as seguintes características e funções:
• Flexibilidade - Nenhuma delas deve ser rígida, "engessada" e imutável. Ao mesmo tempo, modificações a cada instante custam caro e ocasionam turbulência no processo. O bom senso, a necessidade e a estrutura de cada sistema norteiam a forma de flexibilizar esses instrumentos.
• Retroalimentação - O processo todo deve ser inteligente e “aprender” à medida que avança. A constante troca e retroalimentação de dados permitem que as informações estejam sempre atualizadas e prontas para análise.
Nota
Um dos vícios mais perniciosos das construtoras é tratá-los separadamente, abordando cada um deles de forma separada e diferente. É inconcebível dissociá-los. Questiona-se:
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Como podemos executar um orçamento sem saber quais serão os métodos executivos?
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Como podemos estabelecer os métodos executivos se não conhecemos os prazos?
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Como estabelecer prazos se não sabemos como serão os gastos mensais?
O sucesso dessa integração entre as ferramentas passa necessariamente pela comunicação eficiente entre os intervenientes. Para isso, os canais devem ser abertos, eficientes e formalizados.